O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, adotou um tom cauteloso ao comentar a Operação Erga Omnes e as declarações do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que atribuiu responsabilidade política ao governador Wilson Lima no contexto da investigação. A fala acontece nesta quarta-feira (25/02).
Se classificando como “Operador do Direito”, Tadeu afirmou que tem “dever profissional” de evitar comentários sobre investigações em andamento.
“Eu não vou ser tragado nessa guerra de versões e acusações, por respeito às instituições que têm o dever legal de apurar isso tudo, de dar a quem está sendo acusado o devido processo legal”, declarou.
A Operação Erga Omnes é conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, com acompanhamento do Ministério Público do Estado do Amazonas e decisões submetidas ao Tribunal de Justiça do Amazonas. O vice-governador reforçou que cabe exclusivamente a esses órgãos a condução e manifestação sobre o caso.
Ao ser questionado sobre posicionamento político-partidário, Tadeu de Souza destacou que relações pessoais, amizades ou vínculos familiares não podem interferir no exercício de funções públicas. Segundo ele, é preciso blindar o cargo de influências externas.
“Essas relações pessoais não podem intoxicar nem contaminar os deveres e a responsabilidade num alto cargo, como é o de governador”, afirmou, acrescentando que mantém como princípio não permitir que interesses pessoais se sobreponham ao interesse público.
Tadeu também ressaltou que sua prioridade, desde que assumiu o cargo, é atuar focado nas demandas da população.
“O mais importante é trabalhar para tratar, prioritariamente, do interesse do povo”, concluiu.