
Nesta quinta (11/6), data em que começa a Copa do Mundo 2026, os Estados Unidos anunciaram medida para apertar o cerco contra influenciadores e criadores de conteúdo que ingressam no país com visto de turista no intuito de produzir materiais voltados à monetização.
Segundo nota emitida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, a criação de conteúdo com enfoque na geração de receita a partir de fontes americanas durante a estadia no país configura violação nos termos.
O visto de turista para os Estados Unidos, chamado B-2, proíbe o recebimento de valores oriundos de trabalhos realizados no país e o exercício de atividades laborais (além da estadia superior ao período autorizado) sob pena de deportação, cancelamento do visto e possíveis restrições futuras. O governo Trump estaria planejando intensificar inspeções em aeroportos e fronteiras, para “proteger empregos americanos”, segundo o jornal El País.
A Imigração dos EUA aponta que uma alternativa legal ao B-2 poderia ser o visto O-1, voltado para indivíduos com “habilidades extraordinárias em áreas como artes, negócios ou esportes”. Este permite a realização de atividades remuneradas nos EUA, como publicidade e produção comercial de conteúdo.
A Copa do Mundo 2026 tem três países-sede, EUA, Canadá e México. 78 das 104 partidas deverão ser realizadas em território estadunidense.