O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova proposta de tarifa de 12,5% contra o Brasil após concluir uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado.

Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), o Brasil está entre os países que não possuem uma proibição específica para impedir a entrada, em seu mercado interno, de mercadorias produzidas com mão de obra forçada em outros países.
A investigação avaliou 60 economias e colocou o Brasil em um grupo de 54 países considerados sem mecanismos suficientes para barrar esse tipo de prática.
O governo brasileiro rebate a acusação. Em sua defesa, afirmou que possui leis, fiscalização e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho análogo à escravidão.
O relatório norte-americano reconhece esses mecanismos, mas argumenta que eles não proíbem de forma explícita a importação de produtos feitos com trabalho forçado no exterior.
A proposta ainda não é definitiva e passará por consulta pública e audiências nos Estados Unidos antes de uma decisão final da Casa Branca.
A medida foi anunciada um dia após outra recomendação de tarifa dos EUA contra o Brasil, em uma investigação que também questionou o Pix e outras práticas comerciais.