A Marinha dos Estados Unidos posicionou pelo menos 15 navios na região do Oriente Médio, incluindo um porta-aviões e 11 destróieres, enquanto inicia um bloqueio marítimo ao tráfego nos portos do Irã sob ordens do presidente Donald Trump. O bloqueio começou nesta segunda-feira (13/4) e atinge navios que entram e saem de portos iranianos, incluindo o estratégico Estreito de Ormuz.
De acordo com comunicado do Comando Central dos EUA, o bloqueio será aplicado imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. Navios que não estiverem viajando para ou de portos iranianos poderão passar livremente pelo Estreito de Ormuz, e a medida não impedirá a liberdade de navegação dessas embarcações.
A frota americana na região inclui o porta-aviões USS Abraham Lincoln e os destróieres USS Bainbridge, USS Thomas Hudner, USS Frank E. Petersen Jr., USS Delbert D. Black, USS John Finn, USS Michael Murphy, USS Mitscher, USS Pinckney, USS Rafael Peralta, USS Spruance e USS Milius. Também integram o Grupo Anfíbio de Prontidão Tripoli os navios USS Tripoli, USS New Orleans e USS Rushmore. O porta-aviões USS Gerald R. Ford, que participou das operações na guerra com o Irã, foi transferido para a Grécia para reparos e agora opera no Mediterrâneo Oriental, acompanhado por vários destróieres.
Após o início do bloqueio, Trump fez uma publicação nas redes sociais ameaçando eliminar embarcações iranianas de ataque rápido. “Aviso: Se algum desses navios se aproximar do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar”, afirmou. A medida pode aumentar o preço do petróleo enquanto os EUA tentam pressionar o Irã em meio ao cessar-fogo.