Ex-chefe do FBI é indiciado por ameaça a Trump em post no Instagram

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Ex-chefe do FBI é indiciado por ameaça a Trump em post no Instagram
Foto: AP Photo/J. Scott Applewhite

Um júri federal do Distrito Leste da Carolina do Norte indiciou, nesta terça-feira (28/4), o ex-diretor do FBI James Comey sob acusação de ameaçar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A investigação tem como base uma publicação feita por ele em 15 de maio do ano passado, no Instagram.

Na postagem, Comey divulgou uma imagem com conchas organizadas na areia formando os números “86” e “47”. De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, a combinação poderia ser interpretada como uma ameaça ao presidente. Segundo o dicionário Merriam-Webster, o número “86” pode significar “dispensar” ou “descartar”, mas também pode ser associado a “matar”. Já o “47” seria uma referência ao fato de Trump ser o 47º presidente do país.

O procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que ameaçar a vida do presidente é uma grave violação da lei e que casos desse tipo devem ser tratados com rigor. Já o atual diretor do FBI, Kash Patel, disse que Comey, por já ter ocupado o cargo, conhecia o impacto de uma publicação pública com esse teor. “James Comey, de forma vergonhosa, incentivou uma ameaça à vida do Presidente Trump e a publicou no Instagram para o mundo todo ver. Como ex-diretor do FBI, ele sabia muito bem da atenção e das consequências que tal publicação acarretaria”, afirmou Patel.

O procurador federal Ellis Boyle declarou que o grande júri considerou haver indícios suficientes para o indiciamento e que o caso seguirá sob investigação. A acusação aponta que Comey violou dispositivos do Código dos Estados Unidos ao transmitir uma mensagem que poderia ser entendida como ameaça de violência. De acordo com os promotores, ele teria desconsiderado o risco de que a postagem fosse interpretada dessa forma por terceiros.

Comey responde por acusações relacionadas à ameaça contra Donald Trump e ao envio de mensagem com conteúdo ameaçador. Caso seja condenado, pode pegar até 10 anos de prisão. A acusação formal, no entanto, é apenas uma etapa do processo. Pela lei dos Estados Unidos, o ex-diretor é considerado inocente até que haja condenação definitiva.