
Seis pessoas foram condenadas pela Justiça Federal por envolvimento em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado a contratos da Petrobras. A decisão foi da 13ª Vara Federal de Curitiba e ainda pode ser recorrida.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o grupo fazia parte de um esquema que funcionou entre 2004 e 2014, envolvendo grandes empreiteiras. As empresas combinavam entre si quem venceria as licitações, formando um cartel. Para garantir os contratos, eram pagas propinas a funcionários da estatal.
Os condenados são ex-executivos de uma empresa de engenharia e operadores financeiros que ajudavam a esconder o dinheiro ilegal. Eles atuaram em obras de refinarias importantes, como a Revap, Replan e Repar. Em um dos contratos, o valor chegou a ser quase 40% maior do que o previsto pela própria Petrobras.
O dinheiro era “lavado” por meio de empresas fantasmas, notas fiscais falsas e pagamentos disfarçados de serviços que nunca foram feitos. Parte dos valores também era enviada para contas no exterior.
Ao todo, três ex-executivos receberam penas mais altas, de até 14 anos de prisão, e outros três operadores financeiros também foram condenados. Dois acusados tiveram o processo encerrado por prescrição. A sentença ainda não transitou em julgado e cabe recurso.