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Fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas preocupa setor da indústria amazonense

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Fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas preocupa setor da indústria amazonense
Foto: Divulgação.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, avalia que a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 é inadequada e inoportuna, embora reconheça a legitimidade dos trabalhadores em busca de melhores condições de trabalho.

“Entendemos que uma mudança estrutural dessa magnitude exige um debate técnico, amplo e cauteloso, livre das pressões típicas de um ano eleitoral. No âmbito da nossa indústria local, a redução da jornada de trabalho por imposição legal, sem uma transição adequada e desacompanhada de ganhos proporcionais de produtividade, gera impactos severos e imediatos”, avalia Antonio Silva.

Para o empresário, o melhor e mais seguro caminho para a modernização das relações de trabalho deve passar pelo fortalecimento das negociações coletivas e não pela imposição constitucional rígida, como sugere a PEC 221 aprovada na noite desta quarta-feira (27) na Câmara Federal.

“A negociação é o instrumento mais eficaz para se construir modelos de jornada que equilibrem, de forma sustentável, o bem-estar do trabalhador com a viabilidade econômica das empresas e o desenvolvimento contínuo do nosso estado”, defende Antônio Silva.

Economista e executivo com passagens pelas empresas do Polo Industrial de Manaus, Wilson Périco afirma que a indústria local não terá impacto direto na atividade, mas ressalta que a indústria contrata serviços, como o de alimentação, transportes, manutenção e limpeza, e este setor sim terá o impacto direto que vai refletir na relação com a indústria.

Considerando que essa situação trará impacto econômico, Périco diz que tudo chegará ao consumidor final. Ele, contudo, pondera que o pior desta medida se dará no trabalho de atração de investimentos para o País.

“Você é um grande investidor e quer atender o mercado brasileiro e tem três opções: se instalar no Brasil, se instalar no Paraguai ou importar da China para cá. Aí você conhece o seu processo, o seu produto e tem esse engessamento (40 horas semanais) que não tem em outros lugares. Mesmo que você não precise que ele trabalhe mais de 40 horas, o fato de estar engessado vai trazer mudança no entendimento do investidor. Então, o risco de nós termos mais dificuldades em atrair investimento aumenta demais”, avalia Périco.