O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) comentou a operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga a ONG ligada à produtora do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar afirmou esperar que o caso não represente uma “perseguição” política e criticou o que chamou de possível “pescaria probatória”. A declaração foi dada durante uma visita ao Mercado Central de Belo Horizonte nesta segunda-feira (1º/6).
Flávio disse que a investigação deve apurar eventuais irregularidades contratuais, mas argumentou que o caso não teria relação com a produção cinematográfica sobre seu pai. A operação policial teve como alvo o Instituto Conhecer Brasil (ICB), suspeito de irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões anuais com a Prefeitura de São Paulo. A instituição pertence à empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora responsável pelo longa sobre Jair Bolsonaro.
“Eu só não quero crer que a gente está sendo vítima, mais uma vez, de uma pescaria probatória, de uma perseguição, porque, se vão fazer uma operação para investigar irregularidades em um determinado contrato, que é de um ano e meio, dois anos para trás, tudo bem, as pessoas vão ter que explicar, o que não tem absolutamente nada a ver com o filme”, declarou o senador.
A agenda de Flávio Bolsonaro na capital mineira contou com a presença de aliados políticos, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o deputado estadual Bruno Engler (PL). No Mercado Central, Flávio cumprimentou apoiadores, consumiu produtos típicos e recebeu manifestações favoráveis à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
A visita ocorre em meio ao desgaste político envolvendo a divulgação de mensagens e encontros entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Reportagens apontaram pedidos de apoio financeiro para uma cinebiografia de Jair Bolsonaro e uma visita do senador ao empresário durante investigações contra ele. Flávio nega qualquer irregularidade na relação.
(*)Com informações do G1
