As secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e da Defesa Civil do Amazonas promoverão, nesta terça-feira (14/4), uma reunião com representantes da indústria, comércio e serviços para tratar das previsões e orientações relacionadas ao processos de cheia e vazante dos rios do Amazonas, fenômenos regulares que foram agravados pelos efeitos da crise climática global.
O encontro tem como foco a troca de informações e o alinhamento de estratégias entre o poder público e o setor produtivo, buscando ampliar a capacidade de planejamento e reduzir possíveis impactos econômicos e sociais.
A reunião a acontecerá no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-AM), no Distrito Industrial a partiir das 10h, sob o comando do novo titular da Sedecti, Gustavo Igrejas
Apesar das previsões não indicarem um novo recorde, tanto para cheia quanto para secas, a intenção do governo é divulgar informações que permitam aos empresários tomar as melhores decisões.
Conforme o primeiro Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2026, divulgado no último dia 31 de março pelo Serviço Geológico do Brasil, a previsão é de que os níveis dos rios atinjam cotas de inundação em municípios do estado, incluindo Manaus e Manacapuru.
O boletim, publicado com cerca de 75 dias de antecedência em relação ao pico da cheia, previsto para ocorrer entre junho e julho, indica um cenário dentro da média histórica, sem sinais de uma cheia extrema como a registrada em 2021.
Na capital amazonense, o nível do rio Negro deve alcançar 28,3 metros, podendo variar entre 27,55 m e 29,07 m. A probabilidade de o rio atingir a cota de inundação, fixada em 27,5 metros, é de 92%. Já o risco de uma cheia severa, a partir de 29 metros, é estimado em 12%.
Em Manacapuru, às margens do rio Solimões, a previsão é de que o nível chegue a 19,40 metros. A probabilidade de inundação é de 98%, enquanto o risco de cheia severa chega a 37%.