O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou o monitoramento de notícias falsas (fake news) sobre o possível fim da escala de trabalho 6×1 e prepara uma estratégia de comunicação para conter a desinformação nas redes sociais.

Segundo a equipe de comunicação, conteúdos viralizados têm espalhado informações distorcidas, como supostas demissões em massa e fechamento de empresas. Também circulam críticas sobre a viabilidade de manter salários com a redução da jornada.
As propostas em debate no Congresso preveem diminuir a carga semanal de trabalho sem corte salarial. A pauta avançou recentemente na Câmara e tem gerado embates políticos, com governistas atribuindo a disseminação das críticas a setores da oposição, incluindo aliados do senador Flávio Bolsonaro.
Para rebater as narrativas, o governo pretende divulgar estudos. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aponta impacto moderado nos custos totais das empresas.
Já dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas indicam que mais da metade dos pequenos empresários não prevê impactos negativos.
Por outro lado, entidades como a Confederação Nacional da Indústria alertam para possíveis perdas econômicas e estimam impacto negativo no PIB.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência deve lançar campanhas com foco nos benefícios ao trabalhador, como mais tempo livre e qualidade de vida. Nos bastidores, a proposta é vista como estratégica para o cenário eleitoral.