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Governo Trump bloqueia bens de brasileiros por suposta ligação com PCC

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Nos EUA, senadores brasileiros iniciam agenda para tentar reverter o 'tarifaço' de Trump
(Foto: Reprodução)

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (1º/7), sanções contra dois brasileiros, três empresas com sede no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida foi divulgada pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Segundo o governo norte-americano, trata-se da primeira rodada de sanções econômicas aplicadas desde que o PCC e o Comando Vermelho (CV) foram classificados como organizações terroristas pelos EUA, em junho.

Os brasileiros incluídos na lista são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

De acordo com o Tesouro norte-americano, Shimada seria um “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais”. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo, em julho de 2025, por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo envolvendo a VaideBet, ex-patrocinadora do Corinthians.

Ainda segundo os EUA, Stella, parente de Shimada, teria atuado como sua secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, prestando serviços logísticos às operações de lavagem da rede.

As empresas incluídas nas sanções são: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda; Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda; Wave Construções Inteligentes Ltda; e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, de Portugal.

De acordo com o governo norte-americano, Victor, Stella e as empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, investigada na Flórida. Com as sanções, os bens dos alvos localizados nos EUA foram bloqueados, entre outras medidas.