

O jornalista Luan Araújo, que foi perseguido pela então deputada federal Carla Zambelli (PL) de pistola em punho na véspera das eleições de 2022, abriu uma vaquinha on-line para processar a ex-parlamentar. A ação visa arrecadar R$ 32 mil para arcar com as custas processuais de uma ação por danos morais.
Em vídeo postado nas redes sociais, Luan relata uma “batalha jurídica muito grande” nos últimos quatro anos. Segundo ele, o jornalista foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a prestação de serviços à comunidade por, no entendimento do Juízo, ter difamado Zambelli. No ano passado, ele acionou a Corte contra ela.
“Eu pedi uma indenização, com um valor indenizatório, é claro, e o juiz do caso só autorizou que eu prosseguisse com o processo se eu pagasse uma garantia de valores processuais de R$ 25 mil. Como, obviamente, eu não tenho esse valor e não estou nem perto disso, eu decidi criar uma vaquinha no final do ano passado”, disse Luan.
Ele completou: “Eu perdi oportunidades profissionais, perdi relacionamentos e perdi minha sanidade. Enquanto isso, aquela mulher sofreu muito menos do que deveria sofrer”. Segundo Luan, a ex-deputada fez tudo que pôde para atrasar o julgamento do caso no STF até conseguir sair do país.
Carla Zambelli foi condenada pelo STF pelo incidente, a cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Ela também foi condenada a 10 anos de prisão em regime fechado por participação em invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Recentemente, ela foi libertada pela justiça da Itália, onde se encontrava presa.