A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 voltou a gerar controvérsia após declarações do ministro do Esporte e da Juventude do país, Ahmad Donyamali. Em entrevista à imprensa iraniana, o ministro afirmou que a equipe poderá interromper partidas do Mundial caso torcedores levem aos estádios materiais considerados “não oficiais” ou promovam manifestações contrárias à seleção.
A declaração ocorre em meio à preparação para o confronto entre Irã e Egito, válido pela terceira rodada do Grupo G. A partida será disputada em Seattle, nos Estados Unidos, durante a semana em que a cidade realiza celebrações relacionadas ao Orgulho LGBT+.
Segundo Donyamali, a decisão estaria alinhada com a comissão técnica da seleção iraniana. De acordo com a agência Reuters, o ministro afirmou que o treinador teria autorização para interromper o jogo caso ocorram manifestações dentro do estádio.
“Se bandeiras não oficiais forem trazidas ou slogans contra a seleção nacional forem entoados nos estádios onde o Irã joga na Copa do Mundo, o técnico será definitivamente responsável por interromper a partida”, declarou.
O ministro também afirmou ter recebido garantias de que a Fifa adotará medidas para evitar protestos durante os jogos da seleção iraniana.
“Tivemos a garantia de que nenhum incidente perturbador ocorrerá no estádio durante a partida contra o Egito”, disse.
A seleção do Irã estreia na Copa do Mundo no dia 15 de junho diante da Nova Zelândia. Em seguida, enfrenta a Bélgica antes do duelo contra o Egito, marcado para Seattle.
As declarações aumentam a tensão em torno da participação iraniana no torneio, que já havia sido alvo de discussões recentes após relatos de dificuldades envolvendo a emissão de vistos para integrantes da delegação nos Estados Unidos. A Fifa ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações do ministro iraniano.