Irã rejeita negociar sob ameaça e tensão com EUA aumenta

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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta segunda-feira (20/4) que o país não aceitará negociar com os Estados Unidos sob pressão militar, em meio à escalada de tensões entre os dois países.

Em declaração publicada nas redes sociais, Ghalibaf acusou o presidente Donald Trump de tentar transformar o diálogo em uma “rendição”, ao combinar ações militares com negociações.

“Não aceitamos negociações sob a sombra da ameaça e, nas últimas duas semanas, nos preparamos para revelar novas cartas no campo de batalha”, disse Bagher em publicação no X.

O impasse ocorre às vésperas do fim de um cessar-fogo temporário, previsto para quarta-feira (22/4), enquanto seguem divergências sobre o programa nuclear iraniano e garantias de segurança exigidas por Teerã.

A tensão aumentou após os EUA interceptarem um navio iraniano no Golfo de Omã. De acordo com Trump, a embarcação desrespeitou o bloqueio naval e foi apreendida por forças americanas. O Irã classificou a ação como violação do cessar-fogo e acusou os EUA de “pirataria”, prometendo resposta rápida.

O episódio teve impacto imediato no mercado internacional, com alta nos preços de energia. O barril de petróleo tipo Brent registrou forte valorização, enquanto o gás natural na Europa também apresentou avanço significativo.

 

(Foto: reprodução/Instagram)

 

(*)Com informações do Metrópoles