Justiça condena Chapecoense a indenizar família de repórter morto em acidente de 2016

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A Associação Chapecoense de Futebol foi condenada pela Justiça a indenizar em R$ 450 mil a família do jornalista Giovani Klein Victoria, uma das vítimas da tragédia aérea envolvendo a delegação do clube em Medellín, na Colômbia, em 2016. O acidente deixou 71 mortos e completa dez anos em novembro de 2026.

Segundo a sentença, o clube foi responsabilizado civilmente por ter fretado a aeronave da companhia aérea LaMia. O juiz apontou negligência na escolha da empresa, destacando que a Chapecoense teria assumido riscos ao optar por uma alternativa de menor custo, apesar da existência de opções consideradas mais seguras.

A decisão determina o pagamento de R$ 150 mil por danos morais para cada um dos três autores da ação: a esposa e os pais do jornalista. Em nota, a Chapecoense informou que não comentará o caso, alegando que o processo ainda está em tramitação judicial.

Pedidos de indenização por danos materiais, incluindo custos com tratamento psicológico e pensão mensal para a companheira da vítima, foram negados pela Justiça por falta de comprovação.

Giovani Klein Victoria, então com 28 anos, era repórter da RBS TV em Chapecó e acompanhava a cobertura esportiva da região. Ele estava entre os jornalistas que viajavam com a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, quando o avião caiu em 29 de novembro de 2016.

A investigação conduzida pela autoridade aeronáutica da Colômbia concluiu que o acidente foi provocado pelo esgotamento de combustível, atribuído a falhas na gestão de risco da companhia aérea LaMia.

 

(Foto: Divulgação/ Polícia de Antioquia)