O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta segunda-feira (13/4), atos que ampliam direitos trabalhistas para funcionários terceirizados da administração pública federal. As medidas foram anunciadas em cerimônia no Palácio do Planalto e incluem a regulamentação do reembolso-creche e a ampliação do número de beneficiados com a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
O evento contou com a presença da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, além de trabalhadores, representações sindicais e outras autoridades.
“Nós temos pressa de fazer as coisas acontecerem, e vocês têm pressa que as coisas aconteçam. Vocês podem ter certeza que aquilo que a gente tiver que fazer para melhorar a qualidade de vida de vocês, as questões salariais, a questão de jornada de trabalho… não tem mais sentido, com o avanço tecnológico que o mundo teve, a gente ainda só ter um dia para descansar no final de semana”, afirmou Lula.
Com a regulamentação, o reembolso-creche passa a ser obrigatório em todos os contratos de prestação de serviços com dedicação exclusiva de mão de obra e já pode ser aplicado também aos contratos vigentes de terceirização. A norma altera o Decreto nº 12.174/2024 e vale para trabalhadores que atuam no serviço público federal. A estimativa é que cerca de 14 mil crianças, filhas de terceirizados, tenham direito ao benefício, de até R$ 526,64 por dependente ao mês – valor igual ao pago aos servidores públicos federais.
Já a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, pode alcançar até 60 mil trabalhadores. A medida dá continuidade a uma iniciativa iniciada em 2024, que já beneficiou 12 categorias em duas etapas anteriores. Agora, a redução passa a abranger os demais postos de serviços terceirizados com dedicação exclusiva de mão de obra na administração federal. A regra, porém, não se aplica a profissionais em regime de escala 12×36 ou 24×72.