
O presidente Lula (PT) esteve nesta sexta em Laranjeiras (SE), para anunciar investimentos de mais de R$ 72,5 bilhões da Petrobras na região, e em seu discurso não poupou críticas ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), após o Departamento de Estado dos EUA classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Lula, que se encontrou com o presidente norte-americano Donald Trump dias antes da medida ser anunciada, mencionou o secretário de estado Marco Rubio e falou: “Eu fiquei três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o documento do combate ao crime organizado. Seu Marco Rubio não estava lá. Possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui neste país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”.
E continuou: “Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficariam presos lá. Essa é a verdade”.
O governo brasileiro é contrário à classificação, por temer intervenções militares dos EUA em território brasileiro. Segundo o jornal New York Times, a articulação dos Bolsonaros em Washington foi responsável pela medida.
Lula ainda falou que os bolsonaristas estão incomodados, porque “eles sabem que eu vou ganhar outra vez as eleições para presidente da República”.