O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, onde participará da cúpula do G7 a convite do presidente francês Emmanuel Macron. Antes da viagem, Lula anunciou nas redes sociais a transferência temporária do comando do país ao vice-presidente Geraldo Alckmin. Esta será a décima participação do presidente brasileiro no encontro que reúne as maiores economias industrializadas do mundo.
A viagem ocorre em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos. Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) indicou a possibilidade de aplicar tarifas de 25% sobre parte das importações brasileiras. O relatório cita supostas práticas comerciais consideradas desleais e questiona, entre outros pontos, o sistema de pagamentos Pix. Apesar da expectativa, ainda não há confirmação de uma reunião bilateral entre Lula e o presidente norte-americano Donald Trump.
Outro tema que deve marcar a agenda brasileira é a relação com a União Europeia. O bloco confirmou a proibição da importação de carnes, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil, medida que entra em vigor em 3 de setembro. Também não há definição sobre um eventual encontro entre Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Entre os compromissos já confirmados está uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, a primeira mulher a ocupar o cargo no país. O encontro poderá abrir discussões sobre um futuro acordo comercial entre o Japão e o Mercosul.
A cúpula do G7 acontece entre os dias 15 e 17 de junho, sob a presidência da França. Além do Brasil, participam como convidados líderes de países como Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito. Lula também deverá manter uma reunião bilateral com o presidente francês Emmanuel Macron.