Laéssio Rodrigues de Oliveira, apontado pela Polícia Federal como o maior ladrão de livros raros do Brasil, voltou a ser preso após novas investigações sobre furtos de obras históricas e até roubos de quadros valiosos em São Paulo. Ele já foi preso ao menos 11 vezes.
Imagens obtidas pela investigação mostram o suspeito e comparsas dentro de bibliotecas e instituições históricas. Em um dos casos, no Clube Português, o grupo escondeu livros do século 17 dentro da roupa. Ao todo, 16 obras centenárias foram levadas.
Ele também voltou ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, onde já havia furtado peças em 2006. Desta vez, ele e os comparsas se passaram por pesquisadores interessados em documentos da Revolução Constitucionalista de 1932. O diretor da instituição desconfiou e reconheceu Laéssio mesmo com máscara. Ele não conseguiu levar nada nessa tentativa.
As investigações também o ligaram ao roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido no ano passado, incluindo quadros de Henri Matisse e Candido Portinari. Ele é apontado como mentor intelectual do crime. Nenhuma das obras foi recuperada.
Em áudio obtido pela PF, Laéssio diz que estava “migrando” dos furtos de livros para os roubos de quadros. “Minha especialidade mesmo é livro”, afirma. Ele e dois comparsas foram presos recentemente em São Bernardo do Campo.


