Lei da Dosimetria: mais da metade da população vê redução de penas como benefício a Bolsonaro

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Lei da Dosimetria: mais da metade da população vê redução de penas como benefício a Bolsonaro
Foto: Carolina Antunes/PR

Um levantamento do instituto Genial/Quaest divulgado, neste domingo (17), mostrou que mais da metade dos brasileiros é contrária à redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em números absolutos a pesquisa aferiu que  52% dos entrevistados rejeitam a diminuição das punições, enquanto 39% apoiam a medida. Outros 9% não souberam ou preferiram não responder.

A coleta de dados da Genial/Quaest começou no mesmo dia em que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou a chamada Lei da Dosimetria, proposta que pode reduzir as penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O texto havia sido aprovado pelo Congresso em dezembro de 2025, mas acabou vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, em 30 de abril deste ano, o veto foi derrubado durante sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado, presidida por Alcolumbre.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão por participação no plano de golpe de Estado, esperam que ele também possa ser beneficiado por uma eventual redução de pena.

Ainda segundo a pesquisa, 54% avaliam que o objetivo da norma foi reduzir a pena do ex-presidente, enquanto 34% entendem que a medida busca beneficiar todos os condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Outros 12% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.