Ramos critica eleição indireta e aponta influência da Aleam: “colocaram numa mesa”

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Pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos (PT) afirmou que a eleição tampão no Amazonas já estaria praticamente definida antes mesmo da votação. Segundo ele, o cenário político indica uma articulação que favorece a eleição de Roberto Cidade (União).

Ramos avaliou que o processo ocorre em razão de mudanças no comando do governo estadual, após renúncias que levaram à necessidade de uma eleição indireta, já que o mandato atual está próximo do fim.

Nós vamos ter eleição porque o governador disse que não ia renunciar, renunciou. E porque o vice, que disse que queria ser governador, também renunciou, ninguém sabe por quê, mas por motivos republicanos que não foi. Na verdade, pegaram o cargo de governador do Estado do Amazonas, colocaram numa mesa de jogatina e decidiram no bolso de quem ia cair”, afirmou.

Ramos também destacou o peso da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) no contexto da disputa, mencionando que o poder de influência do presidente da Casa e a estrutura orçamentária do Legislativo acabam impactando diretamente nas articulações políticas entre os parlamentares.

Na avaliação dele, as demais chapas inscritas na disputa teriam caráter mais simbólico, servindo principalmente para marcar posição no processo eleitoral.

Marcelo Ramos ainda chamou atenção para a possibilidade de diferentes alinhamentos partidários na votação, já que algumas legendas não teriam fechado apoio formal a nenhuma candidatura específica.