A defesa do deputado federal Mário Frias pediu o arquivamento da investigação sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, do qual o parlamentar é produtor executivo. A apuração tramita no Supremo Tribunal Federal.
Os advogados afirmam que não há provas de desvio de recursos públicos para a produção cinematográfica e classificam as suspeitas como especulativas. Segundo a defesa, documentos técnicos da Câmara dos Deputados não identificaram irregularidades nas emendas destinadas à entidade.
De acordo com a manifestação apresentada ao STF, os valores foram direcionados a projetos sociais voltados para inclusão digital, empreendedorismo, esporte e letramento de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. A defesa também argumenta que o prazo de prestação de contas ainda está em andamento e que órgãos de controle, como a CGU e o TCU, não apontaram inconsistências até o momento.
A investigação foi aberta por decisão do ministro Flávio Dino, após pedido da deputada Tabata Amaral, que solicitou apuração sobre repasses feitos por parlamentares do PL a ONGs ligadas à produção do filme Dark Horse. O ministro determinou que Frias se manifestasse sobre o caso, mas tentativas iniciais de intimação não tiveram sucesso, segundo registros do STF.

(*)Com informações do G1