Flávio alega “jeito carioca” para explicar falas com Vorcaro

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Flávio alega “jeito carioca” para explicar falas com Vorcaro
Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O senador Flávio Bolsonaro tem atribuído ao “jeito carioca” as expressões usadas nas mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, divulgadas pelo site Intercept. O parlamentar também deve negar qualquer relação pessoal com o empresário e afirmar que a proximidade demonstrada nas conversas era apenas cordialidade em uma negociação comercial.

Nas mensagens, Flávio chama Vorcaro de “irmão” e “mermão” e afirma que “não tem meia conversa entre a gente”. Segundo aliados do senador, os termos fazem parte de um regionalismo comum no Rio de Janeiro e não indicariam intimidade pessoal.

O conteúdo divulgado mostra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cobrando pagamentos relacionados ao financiamento do filme biográfico “Dark Horse”, sobre Bolsonaro. Em uma das conversas, Flávio presta solidariedade ao banqueiro, que já era alvo de investigações, e também sugere um jantar com Vorcaro e integrantes do elenco da produção.

Em uma mensagem enviada em 16 de novembro de 2025, um dia antes da operação da Polícia Federal que prendeu Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos, Flávio escreveu: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz”.

De acordo com interlocutores do senador, a relação com o empresário sempre foi comercial. Flávio também teria afirmado que nunca frequentou festas promovidas por Vorcaro e que o jantar mencionado nas conversas nunca chegou a acontecer.

Em outro áudio, enviado em setembro de 2025, o senador menciona o “momento dificílimo” vivido pelo banqueiro após o Banco Central rejeitar a compra do Banco Master pelo BRB.

As conversas passaram a ser exploradas por adversários políticos de Flávio Bolsonaro, que avaliam que o tom de proximidade com Vorcaro pode gerar maior desgaste político do que o próprio pedido de patrocínio para o filme.

Com informações de CNN Brasil