Autoridades dos Estados Unidos prenderam o sargento Gannon Ken Van Dyke, acusado de usar informações sigilosas para lucrar com apostas relacionadas à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Segundo o Departamento de Justiça, o militar participou da operação que resultou na prisão de Maduro, em 3 de janeiro, e utilizou dados confidenciais para apostar antecipadamente na plataforma Polymarket.
De acordo com a investigação, Van Dyke realizou cerca de 13 apostas entre o fim de dezembro e o início de janeiro, investindo aproximadamente US$ 33 mil. Após a confirmação da operação, ele teria obtido mais de US$ 400 mil em ganhos.
Os promotores afirmam que o militar tinha acesso direto ao planejamento da missão e usou esse conhecimento para obter vantagem financeira — prática considerada “insider trading”.
O sargento responde por uma série de crimes, incluindo:
- uso ilegal de informação confidencial
- fraude financeira e eletrônica
- roubo de dados governamentais
- transações com recursos ilícitos
Se condenado, pode enfrentar penas que somam décadas de prisão.
Após receber o dinheiro, Van Dyke teria transferido parte dos valores para carteiras de criptomoedas e contas de investimento, além de tentar apagar sua conta na plataforma para esconder a identidade.
A própria Polymarket informou que identificou movimentações suspeitas, comunicou o caso às autoridades e colaborou com a investigação, reforçando que o uso de informação privilegiada não é permitido na plataforma.
O caso é tratado como um dos primeiros grandes escândalos envolvendo uso de informações confidenciais em mercados de previsão, setor que vem crescendo e sendo alvo de maior fiscalização nos Estados Unidos.