
O Ministério da Igualdade Racial (MIR) se manifestou sobre o pedido de desculpas feito pelo Papa Leão XIV em relação ao papel histórico da Igreja Católica na legitimação da escravidão. Em nota, a pasta classificou a declaração do pontífice como um passo importante no processo de reparação histórica à população negra.
Segundo o ministério, os impactos da escravidão ainda são sentidos pela população negra em diferentes partes do mundo, perpetuando desigualdades estruturais que afetam a dignidade humana. Ao reconhecer a participação da Igreja nesse processo e definir o episódio como “uma ferida na memória cristã”, o papa contribui para o enfrentamento do passado, afirmou a pasta.
O órgão também relembrou que, no século XV, decretos da Igreja autorizaram soberanos portugueses a conquistar territórios africanos e subjugar povos não cristãos, reforçando a necessidade de reconhecer e condenar esses episódios históricos para evitar sua repetição.
Por fim, o Ministério da Igualdade Racial afirmou esperar que o pedido de desculpas do pontífice resulte em ações concretas que contribuam para melhorar a vida da população negra no Brasil e no mundo, fortalecendo o combate ao racismo e à desigualdade racial.