Ministério Público diz que cão Orelha não morreu por agressão de adolescentes

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Foto: Reprodução

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) divulgou nesta terça (12/5) relatório sobre a investigação da morte do cão Orelha, que comoveu o país no início do ano. O órgão pediu o arquivamento do caso e afirma que o cão comunitário morreu devido a uma condição grave e preexistente, e não por suposta agressão de adolescentes.

Em 170 páginas, os promotores afirmam que foram analisados quase dois mil arquivos entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos no processo. A conclusão da investigação é de que os adolescentes apontados pela Polícia Civil como responsáveis pela suposta violência e o cachorro “não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”.

O MPSC disse que a polícia fez uma “linha do tempo” usando imagens do sistema público de monitoramento e registros de câmeras privadas, para monitorar onde estava um dos adolescentes apontados como autor da agressão. Segundo o órgão, não há qualquer registro que comprove que o cão Orelha estava na faixa de areia da Praia Brava no período em que a suposta agressão teria ocorrido. Além disso, laudo feito após exumação do cachorro afastou a hipótese de traumatismo provocado por maus-tratos. Segundo a promotoria, o cão sucumbiu após “quadro clínico grave”.

Para a promotoria, a difusão de boatos e conteúdos nas redes sociais, incluindo um suposto vídeo (que não existe) que mostraria as agressões ao cão, teria impactado no caso. O MPSC também afirmou que vai investigar monetização de conteúdos falsos sobre o caso Orelha nas redes sociais.

O Judiciário também arquivou o inquérito que investigava suposta coação dos familiares dos adolescentes suspeitos no processo.