A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, nesta terça-feira (09/06), a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra. Por unanimidade, os ministros acompanharam o voto do relator, ministro Ribeiro Dantas, e negaram o recurso apresentado pela defesa.
Durante o julgamento, o magistrado afirmou que as alegações apresentadas por Deolane, como a ausência de risco de fuga e o retorno espontâneo ao Brasil, não são suficientes para justificar a revogação da prisão preventiva.
“As condições pessoais favoráveis da agravante, alegada ausência de risco de fuga e o retorno espontâneo ao Brasil não são suficientes para afastar a necessidade da custódia quando presentes elementos objetivos que recomendam a sua manutenção”, afirmou o ministro.
Ribeiro Dantas também destacou que o fato de a influenciadora ser mãe de uma criança de 10 anos não garante automaticamente a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Segundo o relator, existem situações excepcionais em que a Justiça pode negar o benefício, mesmo em casos que não envolvam violência ou grave ameaça.
Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela é investigada em uma operação da Polícia Civil que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com as investigações, a influenciadora teria exercido papel relevante ao conferir aparência de legalidade a recursos supostamente oriundos da organização criminosa. Os investigadores apontam ainda movimentações financeiras consideradas incompatíveis com o patrimônio declarado e possíveis vínculos com pessoas ligadas à facção. Com a decisão do STJ, Deolane permanece presa enquanto as investigações e o processo seguem tramitando na primeira instância.