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Monique, mãe do menino Henry Borel, passa mal no julgamento ao ver fotos do filho

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Monique Medeiros no julgamento (Foto: CNN Brasil).

A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, ré pela morte da criança, passou mal nesta sexta (29/5) durante o julgamento e precisou de atendimento. Ela foi atendida e retirada do plenário depois de ver as fotos do corpo de Henry serem exibidas para os jurados, durante o depoimento do médico legista da Polícia Civil, Luiz Carlos Leal Prestes.

Segundo o perito, Henry teve uma morte “lenta e agônica” e que “sofreu até sucumbir”. O médico defendeu que a criança já chegou ao hospital morta, contrariando uma das versões da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, co-réu no processo.

“Essa criança sofreu. Com a multiplicidade de lesões, ela deve ter chorado e reclamado muito até desfalecer e entrar em óbito. Ela sofreu durante um tempo até sucumbir”, disse Prestes, que também declarou que os ferimentos do menino não poderiam ter sido causados por uma queda acidental da cama, como levantado pela defesa de Jairinho.

No julgamento, sete jurados serão responsáveis por decidir se Jairo e Monique são culpados pela morte de Henry, em 8 de março de 2021. Ele tinha 4 anos e morava com o padrasto e a mãe em apartamento na Barra da Tijuca, no Rio, quando foi levado desacordado ao hospital. A equipe médica constatou que a criança já chegou sem vida. Inicialmente, Monique e Jairinho alegaram que Henry teria sofrido um acidente doméstico, mas laudo do IML atestou que o menino tinha sofrido 23 lesões em seu corpo. As investigações da Polícia Civil concluíram que o menino sofreu torturas e agressões por Jairinho, e que a mãe tinha conhecimento delas.