Menos de um dia após deixar a prisão, Monique Medeiros passou a receber ameaças e permanece reclusa com familiares, segundo a defesa. A professora foi libertada do Presídio Talavera Bruce, no Rio de Janeiro, na quinta-feira (5/6), após a Justiça conceder perdão judicial no caso da morte do filho, Henry Borel.
De acordo com o advogado Hugo Novais, a repercussão da decisão criou um cenário de insegurança para Monique e seus parentes. O benefício foi concedido após o Tribunal do Júri desclassificar a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo, o que levou a juíza Elizabeth Louro a extinguir a pena, embora Monique não tenha sido absolvida.
O julgamento durou dez dias e foi concluído nesta semana. O Ministério Público do Rio de Janeiro e a assistência de acusação, que representa o pai de Henry, Leniel Borel, já informaram que irão recorrer da decisão.
Ao conceder o perdão judicial, a magistrada considerou as consequências enfrentadas por Monique nos últimos anos, como o período de prisão, a intensa exposição pública e os impactos emocionais do caso. Previsto no Código Penal, o benefício permite que a pena deixe de ser aplicada em situações específicas, mesmo quando há reconhecimento da prática do crime.
