O ministro Alexandre de Moraes autorizou a ampliação do tempo de visita dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e permitiu que a defesa acompanhe seu depoimento no inquérito que investiga uma pistola registrada em nome do ex-presidente e apreendida com um agente ligado ao GSI.
A decisão foi assinada nesta segunda-feira (22) após pedido dos advogados, que argumentaram que o limite de 30 minutos de visita durante a prisão domiciliar era insuficiente para preparar Bolsonaro para a oitiva. Com a autorização, os defensores poderão permanecer com o ex-presidente a partir das 14h desta terça-feira (23) e acompanhá-lo durante o depoimento.
O caso é investigado no âmbito do inquérito conduzido pelas autoridades competentes, com participação da Polícia Civil do Distrito Federal. O depoimento será realizado na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Segundo Moraes, a medida foi concedida de forma excepcional para garantir a preparação da defesa.
A investigação teve início após a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem policial em Taguatinga. O objeto estava em posse de um agente de segurança. Em manifestação enviada às autoridades, Bolsonaro afirmou que havia entregue o armamento para manutenção devido a uma falha mecânica. A versão apresentada pela defesa será analisada no curso da investigação.