
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu investigação para apurar a suspensão de atendimentos a usuários do plano Geap nos hospitais Santa Júlia e Adventista, em Manaus. A medida afetou principalmente pacientes considerados mais vulneráveis, como idosos, gestantes, crianças, pessoas com câncer e pacientes em tratamento contínuo.
Segundo o MP, há denúncias de interrupção repentina dos serviços e possível redução da rede credenciada do plano na capital. Os promotores querem entender o motivo da suspensão e os prejuízos causados aos beneficiários.
A Geap já entrou na Justiça questionando a suspensão dos atendimentos pelo Hospital Santa Júlia. Enquanto isso, o MP enviou ofícios à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), aos hospitais e à operadora pedindo explicações sobre a situação e sobre as medidas tomadas para garantir atendimento aos pacientes.
O órgão também pretende realizar uma audiência entre as partes para buscar uma solução e evitar que usuários fiquem sem assistência médica.
A procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Albuquerque, também cobrou esclarecimentos da Geap sobre a estrutura de atendimento disponível no estado, principalmente para casos de urgência, emergência e internações.