
Começou nesta segunda (27/4) nos Estados Unidos um julgamento que coloca em campos opostos o bilionário Elon Musk e Sam Altman, dono da empresa OpenAI e criadora do ChatGPT, a interface de inteligência artificial mais usada no mundo. O julgamento poderá definir o futuro da empresa, uma das mais valiosas do planeta.
A contenda entre os dois titãs da tecnologia começou em 2015. Musk foi cofundador e ajudou a financiar a OpenAI como uma organização sem fins lucrativos, doando US$ 44 milhões nos primeiros anos da empresa. Após uma disputa pelo poder, ele se afastou da companhia em 2018. Após a saída de Musk, a OpenAI precisou levantar mais recursos.
Em 2019, foi criada uma subsidiária com fins lucrativos, que em 2025 foi transformada em uma corporação de utilidade pública supervisionada pela fundação sem fins lucrativos. Os procuradores-gerais da Califórnia e de Delaware aprovaram essa mudança no ano passado. Musk alega que essa mudança traiu a missão original sem fins lucrativos da OpenAI de desenvolver tecnologia de IA de código aberto segura para o bem público, e não para ganho privado. A Microsoft também foi citada como co-ré no processo movido por Musk.
Musk quer que o juiz faça com que a OpenAI volte à sua estrutura anterior sem fins lucrativos, que Altman e seu sócio Greg Brockman sejam destituídos de seus cargos no conselho, e uma indenização de mais de US$ 130 bilhões.
A OpenAI alega que foi o próprio Musk quem pressionou por uma estrutura com fins lucrativos e que o processo é motivado por inveja. Musk acabou desenvolvendo depois sua própria empresa de IA, a xAI.
O julgamento está em fase de seleção de júri.