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Novo medicamento contra câncer de pâncreas dobra sobrevida de pacientes

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Uma descoberta apresentada no maior congresso de oncologia do mundo, o American Society of Clinical Oncology (ASCO), em Chicago, nos Estados Unidos, chamou a atenção de especialistas e foi aplaudida por mais de 50 mil médicos no início de junho.

Um novo medicamento experimental para o tratamento do câncer de pâncreas avançado conseguiu quase dobrar a sobrevida dos pacientes em comparação com a quimioterapia tradicional.

Foto: Reprodução/Freepik

Os resultados mostraram que o tempo médio de vida dos pacientes passou de cerca de 7 para 13 meses. Embora ainda não represente uma cura, o avanço é considerado um dos mais promissores dos últimos anos para um dos tipos de câncer mais agressivos e com menor taxa de sobrevivência.

A droga atua bloqueando a proteína K-RAS, presente em grande parte dos tumores de pâncreas e responsável por estimular o crescimento descontrolado das células cancerígenas.

Segundo os pesquisadores, os efeitos colaterais foram considerados controláveis, com apenas uma pequena parcela dos pacientes interrompendo o tratamento por reações adversas.

Especialistas destacam que o medicamento ainda precisa passar por etapas regulatórias antes de chegar ao público de forma ampla, mas já é visto como uma nova esperança para pacientes que tinham poucas opções de tratamento.

Com mais de 1,4 mil estudos clínicos aprovados pela Anvisa nos últimos cinco anos, os estudiosos acreditam que o Daraxonrasib pode inaugurar uma nova era no tratamento de tumores associados à proteína K-RAS.

Medicamento que dobra a sobrevida de pacientes com câncer no pâncreas. — Foto: Reprodução/Tv Globo
Foto: Reprodução/Tv Globo