Novo relatório indica que ex-presidente Juscelino Kubitschek pode ter sido assassinado

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A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos concluiu, em novo relatório, que o ex-presidente Juscelino Kubitschek teria sido morto pela ditadura militar em 1976, contrariando a versão oficial de que ele morreu em um acidente de carro na Via Dutra.

O parecer foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e ainda será analisado pelos demais integrantes da comissão. Segundo o colegiado, a votação foi adiada para permitir que familiares tenham acesso prévio ao conteúdo das investigações.

A morte de JK ocorreu durante o regime militar, em meio ao contexto da Operação Condor. O ex-presidente estava em um carro conduzido por seu motorista, Geraldo Ribeiro, quando o veículo perdeu o controle na Rodovia Presidente Dutra.

A versão oficial sustentada pela ditadura afirmava que o automóvel teria sido atingido por um ônibus durante uma ultrapassagem. No entanto, comissões da Verdade de São Paulo e Minas Gerais já haviam apontado a possibilidade de atentado político, levantando hipóteses como sabotagem mecânica, disparo de arma de fogo ou até envenenamento do motorista.

O novo relatório utiliza, entre outras referências, um laudo produzido pelo engenheiro e perito Sergio Ejzenberg, contratado pelo Ministério Público Federal em 2019. O estudo descartou a hipótese de colisão entre o Opala de JK e o ônibus antes do impacto final contra uma carreta.

Criada em 1995, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos atua na investigação de casos relacionados à violência de Estado entre 1961 e 1988, com foco em memória, verdade e reparação às famílias das vítimas.

 

(Foto: reprodução)

 

(*)Com informações do O Globo