A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na quarta-feira (6) que o atual surto de hantavírus registrado no cruzeiro MV Hondius não tem potencial pandêmico e apresenta baixo risco global.

O navio está ancorado em Cabo Verde após registrar três mortes e oito casos suspeitos da doença. Segundo a OMS, o hantavírus se comporta de forma muito diferente da Covid-19 e da gripe, já que sua transmissão entre humanos é rara.
O vírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres contaminados. A exceção é a cepa Andes, encontrada em parte dos casos do cruzeiro, que pode ser transmitida entre pessoas em situações de contato extremamente próximo.
Especialistas afirmam que não há sinais de mutação que aumentem a capacidade de transmissão do vírus.
No Brasil, o hantavírus já registrou mais de 2,3 mil casos desde 1993, segundo o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dores no corpo, náusea e dificuldade respiratória. Casos graves podem evoluir rapidamente e exigir internação em UTI.
A principal forma de prevenção é evitar contato com roedores silvestres e ambientes contaminados.