OMS descarta surto maior de hantavírus após mortes em cruzeiro

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta terça-feira (12) que não há sinais de que os casos de hantavírus ligados ao navio MV Hondius representem o início de um surto maior. Segundo ele, a situação segue sob monitoramento por causa do longo período de incubação do vírus, que pode variar de uma a oito semanas.

De acordo com a OMS, nove dos 11 casos confirmados são da cepa Andes do hantavírus, uma variante rara que pode ser transmitida entre pessoas em situações específicas de contato próximo. O vírus geralmente é transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados e pode causar desde febre e dores musculares até insuficiência respiratória grave.

O surto começou durante uma expedição do MV Hondius entre a Argentina, a Antártida e ilhas do Atlântico Sul. Três pessoas morreram e passageiros foram evacuados na Espanha. A OMS orienta quarentena de 42 dias para os evacuados e informou que o navio seguirá para Rotterdam, na Holanda, para limpeza e desinfecção.

(Foto: OMS/Violaine Martin)\

(Foto: Reprodução)