A forte onda de calor que atinge a França provocou a morte de milhares de aves e levou o governo a adotar medidas emergenciais para reduzir os impactos sobre a produção agropecuária. Em diversas regiões do país, os termômetros ultrapassam os 40°C.
As autoridades meteorológicas classificam o episódio como um fenômeno de grande extensão, duração e intensidade. Na região da Bretanha, principal polo avícola francês, foi autorizada a adoção de enterramento de animais mortos após registros de mortalidade em massa em granjas, medida utilizada pela última vez durante a onda de calor de 2003.
O Ministério da Agricultura anunciou medidas para ajudar os produtores a enfrentar a crise, com foco na proteção dos rebanhos e das lavouras. Entre as ações, está a liberação para uso de áreas que estavam em descanso (pousio) para produzir forragem e também para reduzir o risco de incêndios. Além disso, as fiscalizações em propriedades localizadas em regiões sob alerta vermelho foram suspensas temporariamente e devem voltar só depois que passar o período mais crítico.
Além das perdas na avicultura, o calor extremo afeta bovinos, suínos e outras criações, aumentando o estresse térmico e o consumo de água. Nas lavouras, produtores enfrentam riscos de seca, redução da produtividade e danos às culturas agrícolas.
A França é o terceiro maior produtor de aves da União Europeia, atrás apenas da Polônia e da Espanha.
