A Organização das Nações Unidas pediu, nesta quarta-feira (6/5), a libertação imediata do ativista brasileiro Thiago Ávila, preso em Israel após a interceptação de uma flotilha que seguia em direção à Faixa de Gaza. O espanhol-palestino Saif Abu Keshek também teve a soltura solicitada.
Os dois estão detidos desde a última quinta-feira, na cidade de Ashkelon, depois que a embarcação em que estavam foi abordada por forças israelenses em águas internacionais próximas à ilha de Creta.
Segundo a ONU, não houve apresentação de acusações formais contra os ativistas. Em nota, o porta-voz Thameen Al-Kheetan afirmou que Israel deve garantir a libertação “imediata e incondicional” dos dois.
A flotilha partiu da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio imposto por Israel e levar ajuda humanitária a Gaza.
De acordo com a defesa, os ativistas denunciaram maus-tratos durante a detenção e iniciaram uma greve de fome. A ONU classificou as acusações como “perturbadoras” e pediu investigação sobre o caso.
A Justiça israelense prorrogou a prisão até o próximo domingo. Israel afirma que os ativistas teriam ligação com o Hamas, acusação negada pelos advogados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também criticou a prisão, classificando a ação como “injustificável” e uma afronta ao direito internacional.