Leniel Borel, pai de Henry Borel, se manifestou depois que a mãe do garoto, Monique Medeiros, se entregou à polícia na manhã desta segunda-feira (20/4), no Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Monique se entregou após decisão do Supremo Tribunal Federal que restabeleceu sua prisão preventiva. Ela é acusada de participação na morte do filho.
Leniel Borel afirmou que a decisão foi necessária para garantir o andamento do processo e proteger testemunhas. Segundo ele, há “manobras que vêm tentando sabotar a Justiça”.
“O que está em jogo não é apenas a memória do meu filho Henry, mas o respeito à Justiça e à própria sociedade. Eu sigo lutando como pai, como vítima e como assistente de acusação, e não vou aceitar nenhum retrocesso”, declarou o pai da criança.
Monique compareceu à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, onde teve o mandado de prisão cumprido. A decisão foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes, na última sexta-feira (17/4), após manifestação da Procuradoria-Geral da República favorável à medida.
Monique havia sido solta em março, após o adiamento do julgamento para 25 de maio. A suspensão ocorreu depois que a defesa de Jairo Souza Santos Júnior, padrasto da criança e também réu, deixou o plenário.
Henry Borel morreu aos 4 anos, em 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Na ocasião, ele foi levado ao hospital já sem vida. Exames apontaram hemorragia interna e laceração hepática como causas da morte.
A investigação identificou 23 lesões no corpo da criança, segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML), o que contradiz a versão apresentada pelos réus de que o caso teria sido um acidente doméstico.
(*)Com informações do Metrópoles
