Pai de Henry Borel critica perdão a Monique: “Mataram meu filho outra vez”

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O pai do menino Henry Borel, Leniel Borel, reagiu à decisão do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro que concedeu perdão judicial à ex-mulher, Monique Medeiros, extinguindo a punibilidade dela pelo homicídio culposo do filho. O julgamento terminou na madrugada desta quinta-feira (4).

“E agora venho para vocês falar que mataram o meu filho pela terceira vez. O que foi falado ali agora é que a misoginia matou o Henry”, declarou Leniel em entrevista à imprensa após o julgamento.

Ele afirmou que Henry representa milhares de crianças vítimas de violência e que a decisão abre precedente perigoso. “Por causa de decisões como essa, se abre precedente para outras mães, genitoras, que possam matar os seus filhos, que possam permitir que seus filhos sejam mortos”, completou.

Inconformado, Leniel disse que quem tinha o dever de proteger Henry era Monique. “Quem tinha o dever de garantir a proteção de Henry era Monique, que estava naquele apartamento com o Jairo”, afirmou.

O ex-vereador Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Já Monique, apesar de condenada a 1 ano e 4 meses de detenção em regime aberto, teve a punibilidade extinta pelo perdão judicial.

O assistente de acusação, Cristiano Medina, afirmou que pretende pedir a anulação da decisão. Henry Borel tinha 4 anos quando foi assassinado em março de 2021. O laudo apontou que a causa da morte foi hemorragia interna provocada por laceração hepática decorrente de ação contundente.

(Foto: Arquivo / Agência Brasil)