Parentes de policiais presos pedem retirada urgente de unidade prisional

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Foto: Comissão.

A Comissão de Familiares dos Policiais Militares Custodiados do Amazonas iniciou uma mobilização institucional e jurídica em defesa dos direitos dos militares transferidos para a unidade prisional administrada pela Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), na BR-174, em Manaus. A transferência ocorreu na semana passada, em meio a protestos dos familiares dos custodiados.

Segundo a comissão, as famílias denunciam tratamento considerado degradante, ausência de estrutura adequada na nova prisão e exposição dos policiais a riscos extremos dentro do complexo prisional, inclusive, pela proximidade com membros de facções criminosas.

A comissão protocolou pedidos formais junto à Defensoria Pública do Estado do Amazonas e à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Amazonas, solicitando acompanhamento institucional, fiscalização das condições de custódia e adoção de providências urgentes.

Eles pedem a retirada dos PMs do atual sistema prisional, garantia da integridade física e psicológica dos custodiados e transparência sobre o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que motivou as transferências.

A Onda Digital conversou com Camila Fernandes, advogada da comissão, sobre a reinvindicação dos familiares dos PMs. “Os familiares afirmam que o movimento não busca privilégios, mas, sim, condições dignas, segurança e respeito à legalidade para homens que ainda possuem direito à ampla defesa e ao devido processo legal”, argumenta.

Na semana passada, cerca de 70 presos foram transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na BR-174, na Zona Rural de Manaus. A mudança aconteceu após fuga de 23 PMs registrada em fevereiro deste ano.