Parlamentares do PL-AM saem em defesa de Flávio Bolsonaro após vazar áudio com Vorcaro

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Parlamentares do PL-AM saem em defesa de Flávio Bolsonaro após vazar áudio com Vorcaro
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Esfera Brasil/Reprodução

A revelação de áudios do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), pedindo dinheiro para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto banco Master, repercutiu entre seus apoiadores no Amazonas, que seguiram a linha de defesa aberta pelo próprio senador em vídeo publicado nas redes sociais.

O primeiro a seguir esta estratégia foi o deputado federal e pré-candidato ao Senado, Capitão Alberto Neto (PL), um dos políticos do Estado mais próximo da família Bolsonaro. Nas redes sociais, ele repostou o vídeo de Flávio em que o senador pede a instalação da CPI do Banco Master. “CPI do Banco Master Já”! Chegou a hora de separar os inocentes dos bandidos!”, escreveu Alberto Neto nos comentários da repostagem.

A deputada estadual Débora Menezes (PL)  também defendeu a instalação de uma CPI no Congresso Nacional para investigar o escândalo do banco Master e destacou que, na época do pedido de recursos feitos por Flávio, o ex-banqueiro era visto como um empresário sério e, portanto, era natural receber um pedido de patrocínio privado para o filme sobre o ex-presidente.

O vereador Coronel Rosses (PL) também seguiu a linha de que o pedido de recursos para a conclusão do filme Dark Horse, que conta a história do pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é legal e seria pago com o lucro do filme.” Os “escândalos envolvendo os Bolsonaros têm dessas: divulgam a notícia em tom de corrupção cinematográfica para no fim ser apenas um financiamento legal”, diz post nos stories da conta oficial de Rosses.

O senador Flávio Bolsonaro está sofrendo uma grande pressão política após a divulgação de áudios envolvendo Daniel Vorcaro, cujo banco deu um golpe de mais de R$ 40 milhões no sistema financeiro nacional  e segue preso por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.

Nas conversas, Flávio cobra o pagamento de parcelas atrasadas de um financiamento de R$ 124 milhões para a conclusão do filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Flávio confirmou as negociações, mas afirmou que se tratavam apenas de patrocínio privado, sem uso de dinheiro público.