Uma pesquisa realizada na Suécia com mais de 30 mil crianças e adolescentes revelou que ter um gato em casa não aumenta a gravidade da asma nem a frequência das crises.

Publicado na revista científica Frontiers in Allergy, o estudo acompanhou pacientes entre 2023 e 2024 e concluiu que crianças que convivem com felinos apresentam índices semelhantes de controle da doença quando comparadas às que não têm gatos em casa.
Os pesquisadores explicam que os alérgenos dos animais podem estar presentes em diversos ambientes, como escolas e transportes públicos, sendo transportados por roupas e objetos. Por isso, evitar um gato em casa não significa eliminar totalmente a exposição.
Especialistas reforçam que fatores como poeira, mofo, fumaça de cigarro, poluição e infecções respiratórias têm maior impacto nas crises de asma. O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes também é apontado como um fator de risco crescente.
Os médicos destacam que o diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para garantir qualidade de vida. Os medicamentos para controle da asma, incluindo as chamadas “bombinhas”, estão disponíveis gratuitamente pelo SUS e não causam dependência quando usados de forma adequada.
A conclusão dos cientistas é clara: a presença de gatos em casa, por si só, não foi associada ao agravamento da asma em crianças e adolescentes.