A Polícia Federal (PF) concluiu que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao publicar, nas redes sociais, uma mensagem atribuindo ao chefe do Executivo crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras, além de fraude eleitoral.
O entendimento consta em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual a PF afirma haver elementos suficientes para enquadrar a conduta do parlamentar no crime de calúnia. Com a conclusão das investigações, o caso foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito.
A investigação foi aberta em abril deste ano após uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X. Segundo a PF, o senador associou imagens de Lula e do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sugerindo que o presidente brasileiro seria alvo de uma delação envolvendo os crimes mencionados na postagem.
“Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula ao do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas”, declarou a Polícia Federal no relatório.
Com a conclusão do inquérito, caberá agora à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se solicita novas diligências, pede o arquivamento do caso ou apresenta denúncia contra o senador ao STF.
A investigação foi instaurada a pedido da própria Polícia Federal, com parecer favorável da PGR, que apontou indícios de falsa imputação de crimes ao presidente da República.
(*)Com informações do G1
