PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

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PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação
(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (11/05) a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de tentar interferir nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado, caso em que o ex-chefe do Executivo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão.

Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro teria atuado para pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações junto ao governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump. Para os procuradores, o objetivo seria obter sanções internacionais contra ministros do STF e medidas econômicas contra o Brasil como forma de represália ao andamento das ações judiciais.

“O inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso”, afirmou a PGR nas alegações finais apresentadas ao Supremo.

De acordo com o órgão, Eduardo teria contado com apoio do produtor de conteúdo Paulo Figueiredo, também acusado no processo. A estratégia, segundo a acusação, envolvia contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.

Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado e não retornou ao Brasil desde então. No mês passado, ele faltou ao interrogatório marcado no STF, que seria realizado por videoconferência. Sem indicar advogado particular, o ex-deputado é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).

Após a manifestação da PGR, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, concedeu prazo de 15 dias para a defesa apresentar as alegações finais antes do julgamento.