O procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou a proposta de acordo de delação premiada apresentada pela defesa de Paulo Henrique Costa, investigado no âmbito da Operação Compliance Zero. A manifestação foi encaminhada nesta quinta-feira (25) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
No parecer, Gonet afirmou que a colaboração premiada deve apresentar elementos efetivos capazes de contribuir para o avanço das investigações e para a obtenção de novas provas. Segundo ele, a proposta apresentada pelo ex-dirigente do Banco de Brasília (BRB) teria “reduzida utilidade e débil eficácia potencial”, sem trazer informações consideradas inéditas pelas autoridades.
O procurador-geral destacou ainda que os fatos apresentados pela defesa já seriam, em grande parte, de conhecimento dos investigadores e não indicariam caminhos concretos para eventual recuperação de valores. “Não há sinalização mínima do potencial de ressarcimento da pretendida colaboração”, registrou Gonet ao justificar a rejeição do acordo.
Com a manifestação da Procuradoria-Geral da República, caberá ao ministro André Mendonça avaliar a homologação da decisão. Até o momento, não há informações oficiais sobre eventual posicionamento da Polícia Federal sobre a proposta.
Paulo Henrique Costa foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo operações entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Segundo as investigações, há indícios de possíveis favorecimentos em negociações entre as instituições financeiras.