O relatório da investigação que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra aponta movimentações financeiras entre ela e pessoas ligadas à cúpula do Primeiro Comando da Capital.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, Deolane teria realizado transações bancárias, direta ou indiretamente, com Francisca Alves da Silva, esposa de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, irmão de Marcola, apontado como principal líder da facção.
Os investigadores afirmam que a influenciadora recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021 e classificam Deolane como peça importante em um suposto esquema de ocultação e redistribuição de dinheiro ilícito.
A investigação também cita a relação da advogada com Everton de Souza, conhecido como “Player” ou “Temer”, apontado como operador financeiro do PCC. Segundo o relatório, ele utilizaria empresas de fachada e intermediários para movimentar recursos da organização criminosa.
De acordo com a polícia, foram identificadas dezenas de transações consideradas trianguladas, prática usada para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A defesa de Deolane nega irregularidades. A influenciadora afirma que os valores recebidos têm origem legal e sustenta que atua apenas no exercício da advocacia.
