A câmera usada por Maria Eduarda Rodrigues de Freitas para registrar o salto de rope jump no momento do acidente em Limeira (SP) ainda não foi localizada pela polícia. A jovem, de 26 anos, morreu no último sábado (13/6) após ser lançada de uma ponte sem a corda principal de segurança durante a prática esportiva.
Segundo testemunhas, Maria Eduarda filmava a própria queda com uma câmera do tipo GoPro, fornecida pela equipe responsável pelo salto como serviço adicional. Um relato entregue à polícia aponta que um integrante da organização teria retirado o equipamento do corpo da vítima logo após a queda.
A delegada responsável pelo caso informou que a câmera desapareceu e não foi encontrada durante as buscas realizadas no local. Em depoimento, integrantes da equipe afirmaram não saber o paradeiro do equipamento. A investigação trabalha com a hipótese de que a câmera tenha sido retirada da área após o acidente.
Testemunhas e a Polícia Civil apontam falha grave nos protocolos de segurança. De acordo com a investigação, a corda principal que deveria sustentar a vítima permaneceu enrolada na plataforma, sem ter sido conectada ao equipamento preso ao corpo da jovem.
Uma enfermeira que aguardava para saltar e prestou os primeiros socorros relatou que Maria Eduarda estava apenas com parte do equipamento de proteção, mas sem a corda responsável por conter a queda. A vítima caiu de aproximadamente 40 metros e teve a morte confirmada no local por equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a jovem sendo conduzida até a plataforma e impulsionada para o salto. Logo após a queda, pessoas presentes gritam alertando sobre a ausência da corda de segurança.
Seis pessoas chegaram a ser detidas, e três instrutores seguem presos após serem autuados em flagrante. Em depoimento, eles afirmaram não conseguir explicar como ocorreu a falha e disseram não se lembrar de quem seria responsável pela checagem final dos equipamentos.
(*)Com informações do G1
