Por motivos diferentes, Rosinaldo Bual e Professora Jacqueline desfalcam CMM

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Por motivos diferentes, Rosinaldo Bual e Professora Jacqueline desfalcam CMM
(Foto: Robervaldo Rocha / CMM)

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) vive, pela primeira vez desde que passou a contar com 41 membros, a inusitada situação de permanente desfalque de dois parlamentares, que exercem os cargos de vereador sem, no entanto, bater ponto diário nas dependências da Casa e nem abrir mão para os respectivos suplentes.

A situação de anormalidade começou no ano passado, quando uma operação policial prendeu o vereador Rosinaldo Bual (Agir), suspeito de uma série de crimes. Bual ficou aproximadamente um mês preso e a partir de dezembro passou a dar expediente remoto, embora não exista uma previsão para este tipo de trabalho em tempos normais.

Em abril uma vereadora deixou de bater ponto na CMM após assumir cargo em outra Casa Legislativa. A renúncia dupla do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice Tadeu de Souza (PP) levaram Roberto Cidade (União Brasil) para o Governo do Estado, inicialmente de maneira temporária e desde a semana passada de forma definitiva. Com isso abriu-se uma vaga para a primeira suplente do UB, que é a vereadora Professora Jacqueline.

Jacqueline assumiu o posto na Aleam, mas não renunciou ao mandato na Câmara para abrir vaga ao primeiro suplente, que é o secretário de Estado de Cultura, Caio André (União Brasil). A postura da agora deputada estadual tem um cálculo político apurado, posto que na Aleam ela tem garantido só dez meses de mandato (janeiro de 2027) ao passo que na CMM o mandato dela vai até janeiro de 2029.

Renunciar ao mandato na CMM implicaria para Jacqueline a obrigação de vencer a eleição para deputado estadual em outubro, o que não é garantido. Assim ela vai cozinhando as duas situações, mantendo a estrutura nas duas Casas Legislativas.