A psicóloga Liege Menezes explicou que a dificuldade de muitas crianças em se afastar das telas está ligada à dopamina, um neurotransmissor responsável pelas sensações de satisfação, motivação e recompensa. Segundo ela, a substância também é importante para funções como memória, atenção e tomada de decisões, mas pode levar à busca constante por estímulos que geram prazer imediato.
Vídeos curtos, sons, cores e outros recursos presentes nas telas oferecem recompensas rápidas ao cérebro, de acordo com a especialista. Com isso, a criança tende a querer repetir a experiência cada vez mais, aumentando o tempo de uso sem perceber. “O acesso é muito fácil, o estímulo chega muito rápido e causa satisfação. A tendência é buscar isso cada vez mais”, explicou.
A psicóloga alerta que esse ciclo faz com que a ausência das telas passe a ser sentida, dificultando o controle do tempo de uso. Por isso, ela defende que pais e responsáveis acompanhem os hábitos digitais das crianças para evitar que a busca por gratificação imediata prejudique o desenvolvimento da atenção e de outras habilidades importantes.